
Quando leio um livro muito muito bom... tenho a tendencia de seguir lendo outros livros do mesmo autor...
Foi o motivo que me levou a ler "O jogo do Anjo"... Um dos melhores livros que li foi "a Sombra do Vento" de Zafon. Aí, mal o segundo livro dele foi lançado que eu não tive dúvidas e comprei...
O problema é que a gente cria uma espectativa muito grande e se decepciona. O livro é bom... me instigou... despertou curiosidade. Mas, não foi a mesma emoção que "A sombra do vento". Não terei saudades de David, Crisitina e nem de Corelli, como sinto de Firmin, Carax e Daniel...
O que ficou de engraçado nessa história toda foi uma outra história. Sem carro um dia, fui para a parada do Pistão Norte esperar um W3 Sul para ir trabalhar. Sentada ali de terninho, pasta social, scarpin, e "O jogo do Anjo" na mão lendo concentradamente, fui distraída por um carro freando bruscamente e dando ré e um senhor dentro dele me fazendo uma pergunta que não me recordo bem, mas pude compreender que ele tava a fim de um programa. Para os que não conhecem o problema social do pistão Norte, resumo que nas paradas da parte de baixo, várias "moças" estão a espera de clientes para ganhar uns trocados vendendo o corpo. Mas, concluo que aquele ( provavel pai de família ) era um total SEM NOÇÃO. Pois nunca ouvi na vida alguem dizer que uma prostituta sentaría-se a espera de um cliente lendo intelectualmente e vestindo-se modestamente...
Fiquei de boca aberta, pois, achei que eu já tinha passado por tudo na vida... nunca esperaria por aquela. Educadamente respondi ao sem vergonha que eu estava apenas esperando um ônibus para ir para o meu trabalho decente...
Não consegui voltar a ler até um homem com uniforme da polícia me fazer companhia à espera do mesmo ônibus e embarcar comigo.
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